Voltar a Habilidades Psíquicas

Definição

A suposta capacidade de influenciar matéria física ou energia por meio da intenção mental, sem nenhum contato físico — abrangendo desde manipulações sutis de energia até movimentos visíveis de objetos.

Explicação detalhada

Psicocinese (PK), também chamada de telecinese, é provavelmente a habilidade psíquica mais dramática que se reivindica: a mente agindo diretamente sobre o mundo físico. Os fenômenos relatados vão desde a micro-PK — influência estatística sobre geradores de números aleatórios, dados ou outros sistemas baseados em probabilidade — até a macro-PK, que inclui movimento visível de objetos, dobramento de metais e efeitos sobre sistemas biológicos. O laboratório Princeton Engineering Anomalies Research (PEAR) conduziu pesquisas sobre micro-PK por 28 anos, acumulando um conjunto de dados enorme que mostrava desvios pequenos, mas estatisticamente significativos, quando operadores tentavam influenciar geradores de eventos aleatórios. O tamanho do efeito era mínimo, mas notavelmente consistente ao longo de milhares de tentativas. Fenômenos de poltergeist e algumas práticas de cura podem envolver mecanismos psicocinéticos — PK inconsciente afetando o ambiente imediato ou os processos de recuperação do corpo. Se a PK for real, isso sugere que a consciência tem uma relação mais direta com a realidade física do que a física convencional reconhece hoje.

História e origens

O estudo laboratorial moderno da psicocinese começa com J. B. Rhine na Duke University nos anos 1930, usando experimentos com lançamento de dados. A metanálise de Radin e Ferrari (*Journal of Scientific Exploration*, 1991) reportou um efeito agregado pequeno, mas estatisticamente significativo, em 73 estudos publicados — 148 experimentos conduzidos por 52 pesquisadores. O laboratório Princeton Engineering Anomalies Research (PEAR), fundado por Robert Jahn em 1979 e encerrado em 2007, manteve o programa de pesquisa em PK mais longo já realizado, usando geradores de eventos aleatórios (REGs). O livro *Margins of Reality* (1989) e o resumo final de 2007 no *Journal of Scientific Exploration* registraram desvios mínimos, mas cumulativamente significativos. A replicação independente continua contestada: a metanálise de Bösch, Steinkamp e Boller no *Psychological Bulletin* (2006), cobrindo 380 estudos com REGs, encontrou efeito geral significativo, mas o atribuiu a viés de publicação e efeitos de estudos pequenos. As demonstrações espetaculares de macro-PK de Uri Geller a partir de 1973 foram investigadas no SRI por Targ e Puthoff (*Nature*, 1974) e depois expostas como técnicas de ilusionismo por James Randi em *The Truth About Uri Geller* (1982). Susan Blackmore em *In Search of the Light* (1996) representa a posição cética padrão; Dean Radin em *The Conscious Universe* (1997) e *Entangled Minds* (2006) apresenta os argumentos mais sólidos do lado dos proponentes.

Dicas práticas

Se você quer testar a afirmação de forma honesta, use um aplicativo de gerador de eventos aleatórios calibrado — o teste PK do IONS (noetic.org) ou um dos protocolos de código aberto baseados em RNG — e registre previamente a direção do efeito esperado e o tamanho da amostra antes de começar. Os efeitos documentados são minúsculos (d de Cohen ~0,005 nos dados do PEAR), então você vai precisar de milhares de tentativas para detectar qualquer coisa acima do ruído. Leia tanto o argumento mais forte dos proponentes — *The Conscious Universe* de Dean Radin (1997) — quanto o mais forte dos céticos — *In Search of the Light* de Susan Blackmore (1996) — antes de tirar conclusões. Evite cursos de 'treinamento' em macro-PK: não existe nenhuma demonstração replicada de PK macroscópica em condições controladas, e o JREF/$1M Paranormal Challenge (1996–2015) nunca foi pago.