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Definição

Tai chi (em chinês *tàijíquán*, 太極拳, 'punho do supremo absoluto') é uma arte marcial interna chinesa e disciplina de meditação em movimento, caracterizada por formas lentas e contínuas com transferência de peso, praticadas individualmente ou em dupla nos exercícios de mãos que empurram (*tuishou*). Documentada como prática familiar distinta a partir do século XVII na aldeia de Chenjiagou, província de Henan. Os estilos principais são: Chen, Yang, Wu (Hao), Wu e Sun. Amplamente estudada em pesquisas clínicas modernas por seus efeitos na prevenção de quedas, equilíbrio e saúde cardiovascular.

Explicação detalhada

As formas de tai chi são sequências de 8 a 108 posturas encadeadas, praticadas de forma lenta e contínua, com transferência deliberada de peso entre a perna vazia e a perna de apoio. Os cinco estilos ortodoxos — Chen, Yang, Wu, Wu Hao e Sun — compartilham princípios comuns de mecânica corporal: afundar o peso na perna traseira, a espiral do enrolamento de seda (*chánsījìn*) e a dinâmica de enraizamento e liberação. Mas diferem na altura das posturas, no ritmo e em quanto a aplicação marcial permanece explícita. A base de evidências clínicas é sólida. A pesquisa de Wayne et al. na Harvard Medical School, compilada em *The Harvard Medical School Guide to Tai Chi* (2013), documenta os efeitos sobre equilíbrio, prevenção de quedas em idosos e marcadores cardiovasculares. As diretrizes de prevenção de quedas da American Geriatrics Society (2014) e o protocolo NICE do Reino Unido (2013) incluem o tai chi como intervenção recomendada. As revisões sistemáticas Cochrane (Lauche et al., 2016) encontraram evidências de qualidade moderada para benefício na dor e função em osteoartrite. Efeitos sobre ansiedade, depressão, pressão arterial e sono também são relatados, mas com tamanhos de efeito menores e mais variáveis.

História e origens

A origem do tai chi atribuída ao monge taoísta lendário Zhang Sanfeng (por volta do século XIV) não tem respaldo no registro histórico — *Lost T'ai-Chi Classics from the Late Ch'ing Dynasty* (1996), de Douglas Wile, e as pesquisas de Stanley Henning no *Journal of the Asian Martial Arts* (1995) estabeleceram a história documentada da linhagem familiar. A prática mais antiga com documentação histórica situa-se na aldeia de Chenjiagou, Henan, e é atribuída a Chen Wangting (1580–1660), general leal à dinastia Ming que sistematizou a forma familiar a partir dos manuais militares de Qi Jiguang. O estilo Chen foi transmitido a Yang Luchan (1799–1872) no início do século XIX — Yang adaptou e popularizou a forma em Pequim, fundando o que se tornou o estilo Yang, de longe o mais praticado no mundo. O estilo Wu (Wu Hao) deriva de Wu Yuxiang (1812–1880), o estilo Wu de Wu Quanyou (1834–1902) e o estilo Sun de Sun Lutang (1860–1933). A forma simplificada de 24 movimentos — a forma de Pequim — foi criada pela Comissão Esportiva Chinesa em 1956 para o ensino em massa com fins de saúde pública. A difusão no Ocidente se deve em grande parte à emigração de Cheng Man-ch'ing para Nova York em 1964 e à rede global de ensino do estilo Yang que se formou a partir daí.

Dicas práticas

Procure um professor em vez de aprender só por vídeos — as sutilezas da transferência de peso, alinhamento e enraizamento são difíceis de captar pela tela, e um tai chi bem executado parece enganosamente simples. O melhor ponto de partida é a forma simplificada de 24 movimentos do estilo Yang de Pequim, criada pela Comissão Esportiva Chinesa em 1956: é a forma para iniciantes mais ensinada no mundo, e a variante de 8 movimentos leva cerca de 6 minutos. A forma curta de 37 posturas de Cheng Man-ch'ing (simplificação de 1956) é a outra opção amplamente usada para quem começa. Para leitura de referência: *T'ai Chi Ch'uan for Health and Self-Defense* (1977), de T. T. Liang, para a linhagem Cheng; *There Are No Secrets* (1991), de Wolfe Lowenthal, na mesma linha; e *Chinese Boxing: Masters and Methods* (1974), de Robert W. Smith, para uma visão histórica dos estilos. A prática diária de 15 a 30 minutos por pelo menos 6 meses é o mínimo documentado nos ensaios clínicos para que os benefícios apareçam.