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Definição

Flower of Life: figura geométrica formada por dezenove círculos de raio igual, igualmente espaçados e sobrepostos em simetria séxtupla dentro de um círculo maior. O padrão é simples de construir com compasso e régua, aparece esculpido e pintado em vários sítios históricos, e se tornou central na tradição moderna de Geometria Sagrada popularizada por Drunvalo Melchizedek.

Explicação detalhada

A Flower of Life é formada por dezenove círculos sobrepostos em arranjo hexagonal de simetria séxtupla, todos contidos dentro de um círculo maior. A construção é puramente euclidiana — qualquer pessoa com um compasso consegue reproduzir. A partir dela derivam outras figuras com nomes próprios: a *Seed of Life* (os sete círculos centrais), o *Egg of Life*, o *Cubo de Metatron* (os centros conectados por linhas retas) e projeções dos cinco sólidos platônicos. O empacotamento hexagonal compacto — princípio geométrico subjacente ao padrão — aparece de fato em vários contextos naturais: favos de mel, colunas de basalto e redes cristalinas, porque é a forma mais eficiente de organizar círculos iguais num plano. A afirmação, presente na literatura moderna de Geometria Sagrada, de que o padrão seria o molde geométrico de toda a criação é metafísica, não matemática. Na prática espiritual contemporânea, a Flower of Life é usada como foco de meditação, base para grades de cristais e motivo decorativo em espaços de trabalho contemplativo. A principal fonte das interpretações atuais é *Ancient Secret of the Flower of Life* de Drunvalo Melchizedek (Vol. 1, 1998; Vol. 2, 2000).

História e origens

Motivos semelhantes à Flower of Life aparecem em vários sítios históricos, embora as datas reais divirjam bastante das versões populares. Seis exemplos esculpidos no granito do Osireion em Abidos, no Egito, foram provavelmente acrescentados na Antiguidade tardia — durante a ocupação grega ou romana, por volta de 300 a.C. a 300 d.C. — e não na construção original do templo. A data de '10.500 a.C.' frequentemente citada vem de Drunvalo Melchizedek e não tem respaldo arqueológico. Motivos similares aparecem na Cidade Proibida em Pequim (esculpidos nas patas de leões de pedra, por volta do século XV d.C.), em sinagogas em Cafarnaum (cerca do século III d.C.), no Santuário de Pitágoras em Samos e nos cadernos de Leonardo da Vinci (*Codex Atlanticus*, c. 1490–1500), onde ele estudava construções relacionadas ao empacotamento de círculos. O nome 'Flower of Life' e sua interpretação esotérica são criações de Drunvalo Melchizedek, surgidas nos workshops New Age que ele conduzia a partir dos anos 1980.

Dicas práticas

Construir o padrão à mão com compasso e régua é o exercício contemplativo mais concreto que o símbolo oferece — leva uns vinte minutos. Comece com um círculo, depois seis ao redor tocando o centro (a *Seed of Life*), e continue expandindo para fora. Para leitura, *Ancient Secret of the Flower of Life* de Drunvalo Melchizedek (1998) é a referência padrão do universo New Age; *Sacred Geometry: Philosophy and Practice* de Robert Lawlor (1982) é a alternativa mais rigorosa e menos metafísica, com os métodos de construção explicados com clareza. Como foco de meditação, olhe com o olhar suave para o centro de uma Flower of Life impressa por 5 a 10 minutos — muitos praticantes relatam um efeito visual tridimensional ou de movimento causado pelos círculos sobrepostos, o que é um fenômeno documentado de percepção visual.