OVNI / UAP
Fenômenos ParanormaisDefinição
Objetos Voadores Não Identificados (hoje chamados oficialmente de Fenômenos Aéreos Não Identificados pelos governos), ou seja, objetos ou luzes observados no céu cuja natureza e origem não conseguem ser explicadas por aeronaves convencionais, fenômenos atmosféricos ou tecnologia conhecida.
Explicação detalhada
O campo UFO/UAP abrange um espectro enorme de relatos. A grande maioria dos avistamentos, segundo a avaliação de todas as investigações de peso (Projeto Blue Book, o Relatório Condon de 1968, o *Historical Record Report* do AARO de 2024), tem explicação: aeronaves mal identificadas, satélites, balões, drones, fenômenos atmosféricos (parélio, nuvens lenticulares, relâmpago globular), Vênus ou Júpiter em baixa altitude, artefatos de lente ou simplesmente fraudes. Uma fração residual pequena — em torno de 5% pelo Blue Book, proporção semelhante nas revisões seguintes — permanece formalmente 'não identificada', o que significa falta de dados suficientes para uma explicação convencional, não necessariamente origem exótica. O reconhecimento público do Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais pelo Pentágono em 2017 (via artigo do New York Times assinado por Helene Cooper, Ralph Blumenthal e Leslie Kean, dezembro de 2017) reacendeu o interesse; o All-domain Anomaly Resolution Office (AARO) foi criado em 2022 como sucessor institucional. As imagens de FA-18 da Marinha ('Gimbal', 'GoFast', 'FLIR1', desclassificadas em 2020) mostram objetos cujo comportamento aparente incomum vários analistas técnicos independentes atribuem a paralaxe, artefatos de rotação infravermelha e efeitos de sensor — não a propulsão inédita (análises de Mick West no *Skeptical Inquirer* e no Metabunk, 2020–2024).
História e origens
A história moderna dos UFOs começa com o avistamento de Kenneth Arnold perto do Monte Rainier em 1947 e o incidente de Roswell no mesmo ano. A Força Aérea dos EUA, pelo Projeto Blue Book, investigou mais de 12.000 relatos entre 1952 e 1969, deixando 701 casos como 'não identificados'. O artigo do New York Times de 2017, que revelou o programa secreto de UAP do Pentágono, mudou radicalmente o debate público, levando a audiências no Congresso americano e à criação do All-domain Anomaly Resolution Office (AARO).
Dicas práticas
Se você avistar algo estranho no céu, documente na hora: vídeo se possível (com um ponto de referência fixo no enquadramento, como uma árvore ou prédio, para dar escala), horário exato, direção (orientação pela bússola), ângulo de elevação e características do movimento. Você pode registrar o caso no MUFON (Mutual UFO Network, mufon.com) ou no National UFO Reporting Center (nuforc.org) — os dois mantêm arquivos pesquisáveis. *Escaping the Rabbit Hole* de Mick West (2018) apresenta a metodologia padrão de investigação cética; *UFOs: Generals, Pilots, and Government Officials Go on the Record* de Leslie Kean (2010) cobre o lado dos que defendem a existência do fenômeno. Os relatórios anuais do AARO (desde 2023) são a fonte oficial do governo americano. Antes de concluir qualquer coisa, confira apps de rastreamento de satélites como Heavens-Above ou ISS Detector.
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