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Definição

A manifestação recorrente de fenômenos inexplicáveis num local específico — sons, aparições, variações de temperatura, objetos se movendo ou experiências sensoriais diversas — atribuída à presença de espíritos ou energia residual.

Explicação detalhada

As hauntings costumam ser divididas em dois tipos principais. As residuais funcionam como uma gravação: os mesmos eventos se repetem sem nenhuma consciência ou interação, acionados por condições ambientais. É o caso de passos ouvidos sempre no mesmo horário ou de uma aparição que percorre o mesmo trajeto todas as noites, completamente alheia a quem está observando. Já as hauntings inteligentes envolvem entidades que demonstram consciência dos vivos. Elas podem responder a perguntas, reagir a mudanças no ambiente, apresentar comportamentos diferentes em momentos distintos e parecem ter intenção e personalidade próprias — são as mais abertas a tentativas de comunicação. A atividade poltergeist é uma terceira categoria, marcada por perturbações físicas: objetos se deslocando, portas batendo, eletrônicos com defeito. Pesquisas sugerem que o fenômeno poltergeist às vezes gira em torno de uma pessoa viva — frequentemente um adolescente em situação de estresse emocional — e não de um espírito falecido, o que levanta questões sobre o papel da energia psicocinética dos vivos.

História e origens

A narrativa europeia mais antiga e completa de uma casa assombrada está nas *Cartas* 7.27 de Plínio, o Jovem (c. 100 d.C.) — a história de uma casa em Atenas habitada por um velho espectral acorrentado. O *Census of Hallucinations* da Society for Psychical Research (Sidgwick et al., 1894) foi o primeiro levantamento em larga escala de relatos de hauntings. Entre os casos modernos mais investigados estão o Borley Rectory, na Inglaterra (investigações de Harry Price entre 1929 e 1944, em grande parte desacreditadas pelo *The Haunting of Borley Rectory* da SPR em 1955, de Dingwall, Goldney e Hall); o caso Amityville em Long Island (1975–1976, com os assassinatos originais de DeFeo documentados, mas as alegações de assombração admitidas como fabricadas pelo advogado de defesa de Ron DeFeo Jr., William Weber); e o Poltergeist de Enfield, no norte de Londres (1977–1978, investigado por Maurice Grosse e Guy Lyon Playfair da SPR). A investigação contemporânea combina gravação de áudio e vídeo digital, monitoramento de EMF e temperatura, e entrevistas tradicionais; *ESP, Hauntings and Poltergeists* de Loyd Auerbach (1986) é uma referência metodologicamente cuidadosa.

Dicas práticas

Se você acha que sua casa está assombrada, anote tudo: data, horário, local, o fenômeno exato, quem estava presente, condições climáticas e o que você fazia na hora antes. Descarte causas naturais nessa ordem: instale um detector de monóxido de carbono primeiro (CO pode provocar alucinações auditivas e visuais); verifique infrassom abaixo de 20 Hz (o artigo de Vic Tandy de 1998 documenta um ventilador numa oficina em Coventry que gerava experiências de 'fantasma'); investigue recalques estruturais, correntes de ar e atividade de roedores ou animais; cheque a fiação elétrica antiga em busca de campos de EMF elevados. Só depois de descartar tudo isso faz sentido considerar uma interpretação paranormal. Como primeiro passo prático, tente uma abordagem verbal respeitosa; defumação com zimbro ou sálvia é o ritual inicial mais comum. Para atividade persistente, um investigador paranormal com credenciais verificáveis (no Brasil, grupos ligados ao IBPP — Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas — ou pesquisadores com publicações acadêmicas) é muito mais útil do que um 'caçador de fantasmas' estilo reality show.